COMO DAR UM TRUQUE ?

O WhatsApp é bloqueado pelo IP e não pela rede móvel das operadoras. É o que explica o especialista em telecomunicações e segurança da informação, André Jaccon. “O bloqueio é feito pelo IP (Internet Protocol) dos servidores. Quando o aplicativo se conecta, ele estabelece um endereço no servidor. É aí que as operadoras vão barrar o acesso aos usuários do Brasil”, explica, lembrando que isso vale tanto para conexões por rede fixa ou móvel.

A juíza Daniela Barbosa, da comarca de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, mandou suspender o WhatsApp no Brasil na noite de segunda-feira (18). Essa seria a terceira suspensão do aplicativo no país por não cumprir ordens judiciais: as outras duas vezes foram em dezembro de 2015 e maio de 2016. O bloqueio duraria até que a empresa cumpra as determinações da Justiça.

Assim, aos poucos, as operadoras vão bloqueando o endereço no servidor que dá acesso ao WhatsApp vindo do Brasil. Então, tanto pela rede de celular, quanto pelo Wi-Fi, quando a mensagem for acessar o endereço do WhatsApp para mandar a mensagem, a conexão será barrada.

Simular rede de outro país é opção

Entretanto, se você quiser se conectar ao WhatsApp é possível usar aplicativos que simulam que a conexão vem de outro país. “As conexões que partem do Brasil serão bloqueadas. Se a pessoa quiser, ela tem que usar um proxy server, que a conexão parte como se fosse de fora do país.”

A tecnologia não é ilegal e existem vários apps nas lojas de aplicativos do Google, Apple e Windows Phone. Eles são aplicativos de redes privadas virtuais, chamados de VPN, na sigla em inglês, que são como redes fechadas dentro de uma maior aberta, ou de proxies (plural de proxy, que são servidores/máquinas que fazem a intermediação do acesso a páginas na web).

Entre os aplicativos é possível baixar o Hola (iTunes http://zip.net/bqsy9x e Google Play http://zip.net/bmsykL), VPN by Private Internet Access (Google Play http://zip.net/bwsxXx), VPN Master (Google Play http://zip.net/bpsyYP), Hideman VPN (Google Play http://zip.net/bssyFv e iOS https://www.hideman.net/) e Your Freedom (http://zip.net/brrXR0).

“O problema é que seus amigos também precisam usar um aplicativo desses para se comunicar. Como muita gente não sabe usar estes apps, provavelmente vai parecer um rede zumbi, com dois, três usuários”, diz  Jaccon.

O QUE ACONTECEU ?

Juíza do RJ manda suspender WhatsApp no Brasil ! O que fazer ?

A juíza Daniela Barbosa, da comarca de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, mandou suspender o WhatsApp no Brasil na madrugada de terça-feira (19). As operadoras já iniciaram o processo de bloqueio ao aplicativo. Essa seria a terceira suspensão do aplicativo no país por não cumprir ordens judiciais: as outras duas foram em dezembro de 2015 e maio de 2016. O bloqueio será até que a empresa cumpra as determinações da Justiça. Usuários das cinco principais operadoras já dizem que não estão conseguindo enviar mensagens.

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, disse que irá buscar um meio-termo para que as suspensões não ocorram mais.

O pedido da Justiça é para que o serviço intercepte mensagens de envolvidos em crimes na região, mas, após três notificações, o Facebook não atendeu aos pedidos, diz a decisão. Então, a juíza pede que o aplicativo desvie mensagens antes da criptografia ou então desenvolva tecnologia para quebrar a criptografia. A multa para o Facebook pelo não cumprimento é de R$ 50 mil por dia.

“O Juízo requer, apenas, a desabilitação da chave de criptografia, com a interceptação do fluxo de dados, com o desvio em tempo real em uma das formas sugeridas pelo MP, além do encaminhamento das mensagens já recebidas pelo usuário e ainda não criptografadas, ou seja, as mensagens trocadas deverão ser desviadas em tempo real (na forma que se dá com a interceptação de conversações telefônicas), antes de implementada a criptografia”.

A juíza diz que o serviço demonstra “total desprezo pelas leis brasileiras”. Já o WhatsApp alega que não pode cumprir as determinações por limitações técnicas. Em abril, o serviço instaurou a criptografia de “ponta a ponta”, e diz que não tem acesso às mensagens antes da criptografia.

Em nota, a Sinditelebrasil, que representa as operadoras de telefonia móvel, afirmou que elas receberam nesta terça-feira a intimação judicial e “cumprirão determinação da Justiça para bloquear o aplicativo WhatsApp”. Segundo a apuração do UOL, usuários da Claro, Nextel, Oi, TIM e Vivo já estão com dificuldades para enviar e receber mensagens pelo app.

A assessoria do WhatsApp diz, até às 13h50 desta terça, que ainda não recebeu nenhum pedido de corte de acesso ao aplicativo.

A assessoria do Facebook informou que não vai comentar o assunto porque apesar de a empresa ser dona do WhatsApp, elas operam de forma independente entre si. No entanto, o aplicativo do Facebook para smartphones está com um aviso para os usuários sobre o bloqueio no WhatsApp e sugere o Messenger como alternativa ao app de mensagens bloqueado.

Outros bloqueios

Em maio deste ano, o aplicativo ficou fora do ar por 25 horas. Na época, a discussão era que o bloqueio ao app era desproporcional por prejudicar os mais de 100 milhões de usuários no Brasil. Por outro lado, os juízes afirmam que o WhatsApp não colabora com a Justiça brasileira.

Em março, o juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE), que determinou o bloqueio do WhatsApp em maio, também pediu a prisão do vice-presidente do Facebook na América Latina, o argentino Diego Jorge Dzodan.

Em dezembro de 2015, a Justiça de São Paulo determinou que à meia-noite do dia 17 o WhatsApp fosse bloqueado por 48 horas. A decisão foi derrubada por um desembargador, em caráter liminar, treze horas depois.

O Marco Civil exige que as operadoras guardem registros de acesso dos usuários (como que número falou com qual, em que dia, e em que lugar estava) por um período mínimo de seis meses e devem fornecê-los mediante ordem judicial. Prazo que pode se estender a depender da ordem judicial. O grampo, já popular em telefonia, também poderia ser pedido para que o WhatsApp comece a interceptar e gravar dados de conversas.

fonte : UOL

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