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Fernando Muylaert

Cracóvia, uma cidade medieval e suas lendas e histórias

As duas torres da igreja de Nossa Senhora

Na praça central de Cracóvia, Polônia, ergue-se rumo aos céus a suntuosa igreja de Nossa Senhora.

Ela é tão bela, tão grande e tão bem localizada, que muitos ficam convencidos de que é a catedral da cidade.

Entretanto a catedral, também magnífica, fica na cidadela de Cracóvia, conhecida como Wawel, junto ao Palácio Real e outros prédios históricos admiráveis.

A igreja de Nossa Senhora começou a ser construída por volta de 1220 sobre os fundamentos de um antigo templo em estilo românico várias vezes reformado e que era a igreja principal da Praça do Mercado.

Ela apresenta duas torres de altura vertiginosa, coroadas por dois maravilhosos conjuntos de torrezinhas e agulhas muito diferentes, aliás, em cada torre principal.

A mais alta é conhecida como Torre da Guarda e do alto dela trombeteiros que se revezam anunciam ininterruptamente a hora, de dia e de noite, em direção dos quatro cantos principais da cidade.

A menos alta é chamada a Torre dos Sinos, pois nela há um imenso sino que, segundo uma outra lenda, no século XV foi levado até o topo por Stanislas Ciolek, um homem de força inaudita.

Por que as duas torres têm alturas diferentes?

Quando as autoridades municipais de Cracóvia decidiram reformar a igreja e elevar duas torres colossais, escolheram dois irmãos.

Ambos eram arquitetos célebres na cidade e verdadeiros mestres na profissão.

O mais velho e experiente no ofício ensinara ao mais jovem como fazer belíssimos prédios.

Os dois aceitaram o desafio conscientes da responsabilidade, e juraram cumpri-lo empregando todas suas forças e engenho.

Porém, cada um sonhava internamente que sua torre seria a mais bela e a mais admirada da cidade.

E escolheram estratégias diferentes.

O mais velho trabalhava intensamente, cobrando muito esforço dos pedreiros.

Ele havia concebido o projeto de concluir mais rápido sua torre para que as pessoas ficassem admiradas com a sua habilidade e superioridade no ofício.

O menor sonhou com uma torre esbelta e flamejante, e aplicou-se judiciosamente em estabelecer fundamentos muito sólidos.

O mais velho concluiu logo sua torre e apresentou-a com orgulho aos conselheiros municipais.

Mas dia após dia seus pensamentos ficavam mais entrevados vendo a torre de seu irmão subir a olhos vistos.

Os espíritos intrigantes espalhavam que ele havia ensinado tão bem o ofício ao irmão menor que este acabaria superando o mais velho.

Uma noite estourou uma disputa entre ambos. O mais velho ficou exasperado e cravou um facão no coração do caçula.

Para esconder seu crime ele jogou o corpo no rio Vístula, que banha a cidade.

O facão de Cracóvia

Após a desaparição do arquiteto, a construção da Torre Norte, ou do Sino, ficou interrompida.

O Conselho municipal decidiu que os trabalhos não prosseguiriam.

A torre inconclusa foi recoberta com uma espécie de elmo, que hoje pode ser visto, e ficou menor.

O bispo fixou a data da consagração da igreja.

Porém, o irmão mais velho não conseguia viver com a consciência suja pelo sangue do irmão.

O dia em que o arcebispo consagrou a igreja restaurada, ele confessou seu pecado a Deus e a todos os fiéis.

Logo a seguir, ele se jogou desde o alto da torre feita pelo irmão, segundo uns; segundo outros, ele se suicidou com o mesmo facão com que matou o irmão.

Esse facão se encontra hoje pendurado do muro do Pavilhão dos Panos, no centro da Praça do Mercado, diante da igreja, num local estreito em que todo mundo que passa não pode deixar de ver.

Ele está preso sob um arco por um anel de ferro. Ele lembra aos que por ali passam todo o mal que o orgulho e a inveja podem causar.

P.S.: Segundo dizem os habitantes de Cracóvia, a espada está ali também como uma advertência aos comerciantes: das penas que na Idade Média eles podiam incorrer caso praticassem preços injustos ou adulterassem as mercadorias.

Lenda completa do Dragão da Cracovia  :

O Dragão de Wawel (Smok Wawelski, em polonês) é uma das mais antigas e conhecidas lendas da Polônia.

Diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chega ao país do príncipe Krak (origem do nome da cidade “Cracóvia“). Os pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e depois desapareciam também moradores sem razão aparente. Isto tudo fica muito tempo inexplicável até o dia em que um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula se aproxima do sopé da colina Wawel. Lá, ele vê ossos na beira do rio e um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele percebe uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e com patas imensas como troncos.

A novidade se espalha entre os habitantes. Então o príncipe Krak faz vir o garoto ao castelo contar sua aventura. Em seguida, ele reúne seus conselheiros e cavaleiros mais valentes para debater o problema e achar uma solução.Todas as tentativas de matar o monstro são em vão, muitos cavaleiros não voltariam. Quando todos perderam a esperança de rever os bravos cavaleiros, o príncipe Krak promete: Aquele que libertar a vila do dragão, cavaleiro ou não, terá a mão da princesa Wanda e metade do reino. Logo, vários príncipes e cavaleiros chegam ao castelo de Krak mas ninguém consegue vencer a besta. Então o príncipe decide enfrentar o monstro; mas os preparativos do combate foram interrompidos por um pobre sapateiro chamado Skuba, de rosto doce e cabelos loiros, que diz ter encontrado um meio de liquidar o dragão.

O jovem pede ao príncipe um carneiro bem gordo. Ele mata o animal e o abre para enche-lo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixa o falso carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acorda todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro o monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo cobriram toda a região. E assim o reino de Krak foi libertado do perigo e o aprendiz de sapateiro, naturalmente, casou com a bela princesinha Wanda e foram felizes para todo o sempre.

A gruta onde morava a besta foi nomeada Gruta do Dragão e existe até hoje, sendo um local turístico, em Cracóvia na Polônia. Há uma estátua do dragão logo na saída da caverna, e solta fogo pela boca de 5 em 5 minutos, ou quando se envia um SMS com o texto “SMOK” para o número 7168[1].

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Conhecemos NARA, A primeira capital do Japão e seus viadinhos

Nara foi a capital do Japão por um período de 74 anos a partir do ano de 710, quando a cidade cresceu e se tornou um grande centro Budista no país. Nara abriganda templos magnificos e entre os mais antigos do Japão. Se você vai a Quioto, não deixe de separar pelo menos um dia para visitar Nara, que fica 1 hora de trem (mesma distância a partir de Osaka), vale muito a pena. A cidade é conhecida pelos viadinhos mansinhos que vivem no Parque Nara soltos, eles literalmente vem comer na sua mão. Foi nossa melhor experiência no Japão. Esse é apenas o 1o episódio de Nara. A segunda parte está ainda melhor.

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Ste Marques faz um delicioso Brownie de Chocolate no Muylocozinha

Ingredientes :

  • 6 colheres (sopa) de margarina ou mantega sem sal
  • 1 xícara (chá) chocolate em pó
  • 1 e 1/4 xícara (chá) farinha de trigo ( eu coloquei demais e por isso ficou mto bolo a receita )
  • 2 xícaras (chá) açúcar
  • 4 ovos
  • 1,5 pitadas de sal
  • 1 colheres (chá) de extrato ou essência de baunilha ( que eu esqueci e pinguei no final )
  • 1 tablete de chocolate meio amargo picado em cubinhos
  • 1/2 xícara (chá) de nozes picadas ou castanhas de caju granuladas ( achei mto caro e não coloquei )
  • Morangos dão um toque final delicia
  • Nutella

RECEITA BROWNIE DE CHOCOLATE

  1. Misture os ovos e o açúcar
  2. Em seguida, junta os outros ingredientes até formar um creme uniforme
  3. Despeje em uma assadeira, forrada com papel manteiga ou bem amantegada e com farinha, pingue os morangos e leve ao forno médio por 40 minutos
  4. O brownie estará pronto quando a parte de cima estiver levemente corada e, ao se espetar um palito, ele esteja levemente úmido (devido ao chocolate derretido)
  5. Use um copo para cortar redondo, jogue nutella por cima ainda quente e sirva com uma bola de sorvete de creme, ou congele num saquinho para freezer
  6. Para descongelar, coloque o brownie num prato de sobremesa e aqueça no micro-ondas, potência alta, por 1 minuto
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